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22 julho 2014

Cleber Machado questiona retorno de Dunga à Seleção: "Qual perspectiva?"

Cleber Machado Bem, Amigos! (Foto: Reprodução SporTV)
A volta de Dunga ao cargo de treinador da seleção brasileira pegou muita gente de surpresa, principalmente aqueles que esperavam por uma renovação profunda do futebol no país, como o narrador Cleber Machado. No “Bem, Amigos!” desta segunda-feira, ele afirmou que o mais surpreendente é o processo de escolha do nome. Além disso, na sua opinião, o novo técnico é mais visto como uma volta ao passado mais que um passo para o futuro da seleção brasileira. O locutor ainda disse que é preciso ter mais humildade para aprender: “Temos que parar com esse papo de que nós temos cinco títulos e só ensinamos”
- Estamos falando muito em passado. Quando o Luiz Felipe assume a seleção brasileira, há de se reconhecer que faz uma Copa das Confederações que volta a dar uma perspectiva positiva para o torcedor brasileiro. O Mano estava acertando o time? Estava, mas havia uma certa desconfiança. O Luiz Felipe assume, com o Parreira ao lado dele, e o time joga bem a Copa das Confederações, ou pelo menos ganha o título e faz uma final muito boa. Aí você diz: "Temos um time em condições de disputar e ganhar a Copa do Mundo". Mas quase toda hora, em toda entrevista, se falava em 2002, e já faz 12 anos. Aí quando você chega agora, faz uma folha corrida do cara, é legal a história, mas e daqui para a frente, qual a perspectiva? O que a gente está pensando no que vai acontecer? Estamos falando só do que aconteceu.
Cleber Machado ainda criticou a espécie de círculo vicioso no cargo de técnico da seleção brasileira, com repetidos nomes, como Scolari, Parreira e Dunga. “Parece um carrossel”, citou o treinador, alegando ainda uma falta de planejamento da equipe nacional.
- Quem era o técnico da Seleção em 2006? Parreira. Ele saiu por quê? Perdeu e foi bagunçado. Aí em 2010 foi o Dunga, que era para ser rígido, e aí perdeu e saiu. Em 2013, quem voltou para a Seleção? Felipão e Parreira. E agora? Dunga. Parece um carrossel. Não sei o que a gente está pensando, nós não estamos planejando nada, estamos fazendo o que se fez com o Luiz Felipe e o Parreira, você coloca dois campeões do mundo e ele serve de anteparo para tudo. Se eles ganhassem seriam heróis em dobro, como perderam ficaram com fama de vilão. E vai ser assim com o Dunga. A não ser que amanhã o Dunga surpreenda, chegue lá e diga que mudou a cabeça. Tomara que ele chegue com o espirito aberto, ele e a mídia, sem confronto, que não é necessário. Escolhemos dois nomes, um cara com uma história mais discreta na seleção mas uma boa história no futebol, e um cara que tem uma grande história na seleção que está de volta quatro anos depois. Qual é a ideia, não sei.
Depois do quarto lugar do Brasil na Copa do Mundo deste ano, com derrotas para Alemanha e Holanda com placares elásticos, Luiz Felipe Scolari deixou o comando no dia seguinte à final. Três dias depois, o ex-goleiro Gilmar Rinaldi foi apresentado como coordenador de seleções da CBF, e a entidade apresentará nesta terça-feira o novo técnico.
- Você pode escolher o técnico em uma semana, o processo de escolha que é surpreendente, é mais do mesmo. Tenho para mim que quem escolheu o Dunga foi o Gilmar. Deu tempo ou teria dando tempo para você pensar se essa derrota (para a Alemanha) foi só mais uma derrota, ou se é uma derrota que mereça um outro tipo de solução. Temos que parar com esse papo de que nós temos cinco títulos e só ensinamos, não aprendemos. E com todo respeito, nosso elenco não é nenhum primor. Nosso elenco de jogadores hoje é um elenco normal - concluiu o narrador.

Fonte:Sporttv

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