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05 setembro 2014

Família de cearense morto no RN pede que promotor denuncie mais 7 PMs.

José Fernandes Castelo foi morto após furar barreira policial em Mossoró (Foto: Reprodução/Facebook e Gilli Maia/G1)
Advogados da família de José Fernandes Castelo, universitário cearense de 19 anos morto por policiais militares após furar uma barreira policial em abril de 2013 na cidade de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, entraram com uma petição junto ao Ministério Público potiguar para que todos os PMs envolvidos na perseguição sejam denunciados à Justiça. Dos oito policiais que participaram da ação, apenas um responde pela morte do rapaz. O MP ainda não se manifestou quanto à petição.
Em fevereiro deste ano, o promotor titular da 5ª Promotoria de Justiça Criminal de Mossoró, Armando Lúcio Ribeiro, ofereceu denúncia apenas contra o soldado considerado responsável pelo disparo que atingiu as costas de José Castelo. Socorro Noronha, mãe da vítima, não concorda com o entendimento do promotor. “O que nós desejamos é que seja feita justiça, e que todos os envolvidos sejam devidamente incluídos na acusação. Três policiais admitem que atiraram contra o carro do meu filho sem qualquer motivo. Então, por que só um deles foi denunciado?”, questiona.
Em contato com o G1, um dos advogados da família acrescentou que a própria Lei Penal impõe que todos sejam responsabilizados na exata medida de cada participação.
“Não dá pra compreender o oferecimento de denúncia somente em relação a um dos envolvidos, quando todos contribuíram, intencionalmente, para a morte de um jovem. Embora ela tenha desobedecido a ordem policial, em momento algum esboçou risco à integridade física dos militares que o perseguiam, a ponto de justificar que nove disparos, pelo menos, fossem direcionados ao veículo da vítima”, comentou Leandro Vasques.
Ainda de acordo com os advogados da família, a concentração das marcas dos disparos, no lado esquerdo do veículo, e em altura acima da dos pneus, caracteriza o risco assumido pelos policiais militares de causar a morte da vítima.

Fonte:G1/RN

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