Roberto Diniz, chamou a imprensa para falar sobre o caso
O presidente da OAB de Caicó, advogado
Roberto Diniz, reuniu a imprensa caicoense nesta quinta-feira (17) para
comentar a prisão da advogada Rafaela Gurgel, inscrita na subseção de
Caicó, durante a Operação Binário Perfeito na noite da última
segunda-feira (14).
Diniz deixou claro que o papel da OAB
não poderia ter sido outro, a não ser defender a prerrogativa da colega
advogada, de enquanto não houver uma condenação com transito em julgado,
ela ter o direito de ficar preso numa sala de estado maior, ou prisão
domiciliar, já que a atuação profissional por si só do advogado não
permite com que ele divida cela com os demais presos. “No início
falava-se que ela ficaria presa na delegacia de Caicó, então a OAB foi
enérgica no sentido de que isso não acontecesse. É pra ser presa
preventivamente que seja, mas que seja nas condições que a lei impõe que
seja feita”, destacou. Roberto Diniz garante que em nenhum momento a
OAB Caicó, em parceria com a OAB de Natal deixou de dar todo o apoio
necessário a Rafaela. “Acompanhamos desde o momento da prisão, o
depoimento dela, a busca e apreensão a sua casa, a viagem pra Natal, e
no primeiro momento ela foi encaminhada para o Comando Geral da PM, que
não pode ficar porque não tem salas para mulheres”. A OAB, na opinião de
Roberto foi até decisiva para que Rafaela não fosse colocada numa sala
sem as mínimas condições para que qualquer ser-humano dormisse, como
queriam algumas das autoridades.
“Em seguida foi encaminhada para a
Companhia Feminina da PM, e quando chegamos lá constatamos que a sala
que tinha lá para recebê-la era uma que tinha sido abandonada após uma
inundação que houve há uns 15 dias, com vários móveis dentro da sala e
com toda a sujeira que a inundação deixou, sem condições de receber
qualquer ser-humano. Diante disso a OAB protocolou em Caicó um pedido de
prisão domiciliar, porque não havia sala de estado maior para
recebê-la. O Coronel Araújo foi bastante atencioso em disponibilizar de
uma sala na academia da PM em Natal. É uma sala que atende a tudo? Não,
mas é muito melhor diante das outras que estavam sendo oferecidos. O
nosso pedido da prisão domiciliar só foi analisado no dia seguinte
(quarta-feira) pelo Poder Judiciário. A questão da prerrogativa foi
cumprida em parte”, finalizou.
Fonte: Marcos Dantas via Seridó 190.
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