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21 agosto 2014

Com câncer, mãe e filha batalham juntas para fazer tratamento em Natal

Denilsa e Sara se mudaram de Currais Novos para Natal pra facilitar o tratamento (Foto: Arquivo pessoal/Denilsa Dantas) 
 (Foto: Arquivo pessoal/Denilsa Dantas)
O pai e o irmão de Sara também rasparam a cabeça em solidariedade (Foto: Arquivo pessoal/Denilsa Dantas)
A pequena Sara Dantas, de apenas 9 anos de idade, foi diagnosticada com leucemia – câncer no sangue – há quase um ano. Em junho, a mãe, durante o tratamento da filha, descobriu que estava com câncer de mama. O pai e o irmão de Sara não são doadores compatíveis e com o diagnóstico do câncer, a mãe perdeu todas as chances de doar para a filha. “Eu fiquei sem palavras. Abriu o chão. Eu estava há quase um ano só cuidando dela, levando pra consulta, pra tratamento, internamento, remédio, comida, tudo era eu. E depois do meu diagnóstico ficou difícil”, disse Denilsa Dantas, mãe de Sara.
A família é de Currais Novos, mas teve que se mudar para Natal para ficar mais próximo dos locais dos tratamentos. "Quando era só a Sara, a gente ficava indo e voltando. Ficávamos em Natal por mais tempo quando precisava, nos internamentos, mas agora viemos de vez", contou Valmir Dantas, pai de Sara e marido de Denilsa. 
Sara já ficou internada duas vezes na UTI e o pai fala com orgulho da garra da menina. “Ela chegou na UTI sem movimento das pernas, com órgãos comprometidos, sem fala, vomitava de 15 a 20 vezes por dia, só mexia a cabeça. O médico chegou pra mim e disse 'Ore, porque nós estamos fazendo tudo o que podemos e o quadro é delicado'. Com cinco dias ela ficou bem e saiu andando da UTI. Foi um milagre", contou.
Dois doadores de medula óssea compatíveis com Sara já foram identificados, mas as informações no cadastro dessas pessoas estavam desatualizadas e não foi possível entrar em contato com elas. "Se a pessoa faz esse ato tão sublime de ser doador de medula óssea pra salvar a vida de alguém é importante que ele tenha na cabeça que mudando de endereço ele não vai ser encontrado. Então é bom ir ao local onde foi feito o cadastro e atualizar o endereço", disse o médico oncologista Henrique Fonseca.
No Rio Grande do Norte, foram feitos 57 transplantes de medula no ano passado. Este ano, até julho, foram 37. Sara mantém firme a esperança de encontrar o doador que pode mudar a vida dela. "Eu quero que várias pessoas se conscientizem e doem medula óssea pra ajudar não só eu, mas também meus amiguinhos. Eu creio", disse.
O tratamento de Denilsa segue trazendo resultados positivos. Agora, Valmir cuida de Sara e a sogra cuida de Denilsa. A família alugou um apartamento próximo ao Hospital Natal Center, em Natal, onde as duas fazem tratamento, para facilitar os cuidados. Valmir, que é policial militar, se licenciou do trabalho para cuidar da família."Se nós não estivéssemos buscando a Deus, com os joelhos no chão, nós não estaríamos suportando passar por tudo isso. Mas Deus disse 'Eu vos deixo a paz' e ele tem nos dados uma paz tão grande que tem nos ajudado a enfrentar tudo", disse Valmir.
Mãe e filha gravaram um CD de música gospel e o dinheiro arrecadado com as vendas está sendo utilizado no pagamento das despesas. Os CDs podem ser comprados diretamente com Valmir através do telefone (84) 9811.3029.
Como doar medula óssea
Para ser doador de medula óssea é preciso ter entre 18 e 55 anos e estar bem de saúde. O cadastro é feito com uma amostra de cinco mililitros de sangue. O transplante não traz qualquer prejuízo ao doador, que pode até doar outras vezes.
O primeiro passo para quem pretende ser um doador de medula óssea é se cadastrar no Hemocentro da cidade. Quem já é cadastrado como doador de medula óssea pode atualizar o cadastro sempre que necessário no site do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Fonte:G1/RN

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